Chamada à ação

Diversidade de gênero na tecnologia: uma vantagem fundamental pós-Covid

Você conhece Katalin Kariko, Laurence Devillers, Esperanza Martinez Romero, Ritu Karidhal ou ainda Catherine Ngila? Não?

E, no entanto, vindas dos 5 continentes, essas mulheres estão na origem de inovações essenciais hoje. Katalyn Kariko é a inventora da tecnologia de RNA mensageiro usada em vacinas contra a Covid-19. Laurence Devillers é uma pioneira da IA (Inteligência Artificial) ética, um desafio decisivo para o respeito aos nossos direitos, liberdades e democracias na era digital. Esperanza Martinez Romeo desenvolveu bactérias que aumentam a produtividade na agricultura, respeitando o meio ambiente. Graças a Ritu Karidhal, a Índia é o quarto país do mundo a ter pilotado com sucesso uma missão de exploração em Marte. E Catherine Ngila usa a nanotecnologia para analisar e eliminar poluentes na água, uma tecnologia essencial para a gestão dos recursos hídricos em todo o planeta.

A lista dessas mulheres muitas vezes desconhecidas é longa. E mesmo assim elas estão lá! Na frente! Cada uma contribui hoje para uma luta vital para todas e todos nós.

Mas as dificuldades que elas devem superar para conseguir esses resultados são inúmeras Desde a escola, elas têm que enfrentar os estereótipos de que as meninas são menos talentosas do que os meninos em matemática, apesar das pesquisas científicas mostrarem claramente que isso não é verdade! Resultado? Menos mulheres nos cursos científicos e técnicos, onde elas representam 34% dos diplomados em todo o mundo1 . Esses dados se agravam no âmbito do trabalho, sobretudo por conta do sexismo. Hoje as mulheres representam 28% dos cientistas e engenheiros do planeta2. Há 5 anos, em parceria com um número crescente de associações e organizações de todos os continentes, Gender Scan3 destaca os obstáculos persistentes, mas também os primeiros avanços4!

Há uma necessidade urgente de parar de nos privar das competências da metade da humanidade, num momento em que a gravidade dos desafios aumenta. É urgente agir.

Gender Scan, com um coletivo de centenas de organizações e associações em todo o mundo e ECLS5, na França, propõe aos governos uma primeira medida simples: publicar oficialmente a cada ano um ranking nacional de formações científicas e técnicas, em função da proporção de alunas diplomadas. Contar é essencial, os cientistas sabem bem. Tomadores de decisão dos setores público e privado também. Tal medida permitiria avaliar a capacidade das formações universitárias em ciências e tecnologia para atrair e formar as mulheres, essenciais na área de pesquisa e nas empresas. Permitiria também identificar e iniciar as medidas corretivas necessárias.

Gender Scan também propõe uma ação acessível a todos que querem mudar a situação desde já: ser um dos milhares de participantes/respondentes da pesquisa online Gender Scan 20216. Projetada e desenvolvida por especialistas e associações de todo o mundo, a pesquisa dá voz a estudantes, pesquisadores, empreendedores, autônomos e funcionários sobre a realidade enfrentada por cada um e o impacto da COVID. O objetivo? Reforçar o surgimento de novas Katalin Kariko, finalmente visíveis e reconhecidas pelo que elas são: personalidades que, todas, em seu nível, estão mudando o mundo e fortalecendo nossa chance de criar uma recuperação vitoriosa pós-Covid, pois que igualitária...